Pré-eclâmpsia: sintomas, causas e sinais de alerta que toda gestante deve conhecer

Pré-eclâmpsia: sintomas, causas e sinais de alerta que toda gestante deve conhecer

Entenda o que é a pré-eclâmpsia, seus sinais de alerta, a síndrome HELLP e o que a ciência explica sobre prevenção e cuidados na gravidez.

No Descobrindo Juntas de hoje, vamos falar sobre pré-eclâmpsia, uma das condições que mais despertam dúvidas e apreensão entre gestantes.
É sobre cuidado, prevenção e atenção aos sinais do corpo.

Desde o início da minha gestação, minha pressão já apresentava oscilações. Por isso, com 12 semanas, a Midwife receitou a aspirina.

Graças a Deus, até agora todos os resultados seguem normais, mesmo com a pressão que insiste em oscilar.

Nem toda pressão alta é pré-eclâmpsia, mas toda alteração merece atenção. Entender o que acontece no corpo é o primeiro passo para se proteger e para cuidar de quem cresce dentro de você.


O que é a pré-eclâmpsia

A pré-eclâmpsia é uma condição exclusiva da gestação, que aparece geralmente após 20 semanas, caracterizada por pressão alta e alterações em órgãos como rins, fígado e cérebro.

Ela surge quando há um desequilíbrio na formação da placenta, afetando o fluxo de sangue entre mãe e bebê.
Os vasos ficam mais “sensíveis”, e o corpo responde com inflamação, retenção de líquidos e elevação da pressão arterial.

Se não for monitorada, a pré-eclâmpsia pode evoluir para complicações graves como a eclâmpsia e a síndrome HELLP.


Aspirina: um cuidado que alguns médicos indicam

Em alguns casos específicos, os médicos podem recomendar o uso de aspirina em baixa dose como parte da prevenção da pré-eclâmpsia especialmente quando há histórico de pressão alta, doença autoimune, gravidez múltipla ou outros fatores de risco.

Essa medicação, quando indicada, atua melhorando a circulação entre mãe e bebê e reduzindo microinflamações na placenta.

⚠️ Importante: Este conteúdo é apenas informativo.
O uso de aspirina durante a gravidez deve ser indicado e acompanhado exclusivamente pelo obstetra, conforme o histórico de cada paciente.


Quando a pré-eclâmpsia se torna eclâmpsia e o que é a Síndrome HELLP

A eclâmpsia é a evolução mais grave da pré-eclâmpsia: quando a pressão alta e o comprometimento dos órgãos avançam a ponto de causar convulsões.
É uma emergência obstétrica que exige atendimento imediato e, na maioria das vezes, a interrupção da gestação após estabilização da mãe.

Mas há outra complicação igualmente séria e menos conhecida: a síndrome HELLP.

O nome vem do inglês e representa suas três principais alterações no sangue:

  • H – Hemolysis (Hemólise): destruição das hemácias, que causa anemia e fraqueza.

  • EL – Elevated Liver enzymes (Elevação das enzimas do fígado): sinal de sobrecarga ou inflamação hepática.

  • LP – Low Platelets (Plaquetas baixas): o sangue perde parte da capacidade de coagular, aumentando o risco de sangramentos.

A síndrome HELLP pode ocorrer com ou sem sinais clássicos de pré-eclâmpsia.
Alguns dos sintomas incluem:

  • Dor forte na parte superior do abdome ou abaixo das costelas (principalmente à direita)

  • Náuseas, vômitos e mal-estar intenso

  • Dor de cabeça e visão turva

  • Inchaço e sensação de pressão interna no abdome

Por ser potencialmente grave tanto para a mãe quanto para o bebê, o diagnóstico precoce e o acompanhamento hospitalar são essenciais.
Com tratamento adequado e parto no tempo certo, a maioria das mulheres se recupera completamente.


Sinais de alerta que não devem ser ignorados

Procure atendimento imediatamente (emergência ou hospital) se apresentar:

  • Pressão igual ou superior a 160/110 mmHg

  • Dor de cabeça intensa e persistente

  • Alterações visuais (visão embaçada, luzes, “pontos”)

  • Dor forte na parte superior do abdome

  • Inchaço repentino em rosto e mãos

  • Náuseas, vômitos, falta de ar ou confusão mental

  • Convulsão (ligue 911 nos EUA)


Dicas práticas para gestantes com pressão oscilante

  1. Meça a pressão regularmente, sempre em repouso e com a braçadeira do aparelho adequado que deve ter o tamanho certo para o seu braço, se for muito pequeno ou muito grande, o resultado pode sair incorreto.

    Prefira aparelhos automáticos de braço, não de pulso, e sempre verifique no mesmo horário do dia. Monitor de pressão arterial – Amazon.

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  2. Registre os valores e leve ao pré-natal.

  3. Evite o excesso de sal e o estresse, que elevam a pressão.

  4. Descanse o suficiente, o sono influencia diretamente a estabilidade da pressão.

  5. Acompanhamento médico. A prevenção é um ato de amor e responsabilidade.


FAQ

1. Toda pressão alta na gravidez é pré-eclâmpsia?
Não. Há casos de hipertensão gestacional sem lesão de órgãos. O diagnóstico depende de exames e acompanhamento médico.

2. Dá para “curar” sem parto?
O parto é o tratamento definitivo, mas é possível controlar e monitorar a doença para garantir mais segurança até o momento certo.

3. Pode aparecer no pós-parto?
Sim. A pré-eclâmpsia pode surgir até 6 semanas após o parto, mesmo em gestações aparentemente normais.


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Referências


Entender o que está acontecendo no corpo é também uma forma de cuidar.
Nenhuma mãe precisa enfrentar esses medos sozinha.
Estamos Descobrindo Juntas, um passo, uma leitura e uma descoberta de cada vez.

E você? Já teve alteração de pressão na gestação? Me conta nos comentários.


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⚠️ Disclaimer

Este conteúdo é informativo e educativo.
Não substitui avaliação médica, diagnóstico ou tratamento.
Sempre consulte seu obstetra antes de iniciar ou interromper qualquer medicação.

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